Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Há alguns anos que vou a Gredos e de cada vez que ia, existia sempre um motivo para não subir ao Almanzor... ou porque a neve estava muito mole ou porque havia tempestade ou porque não tinha ninguem com experiência para acompanhar ou por isto ou por aquilo... Subi a primeira vez mas sem neve em Novembro e este ano já lá fui com neve. Parece me mais fácil com neve, mas para isso contribuíu um sob radioso e uma neve dura quanto baste.

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Pensei que subir ao Almanzor, seria um marco na minha procura por locais emblemáticos... afinal foi uma subida bastante ingreme com uma trepada de 30 metros um pouco mais dífícil. Não vou minimizar o prazer que senti em subir e estar lá em cima a contemplar tudo em redor, como se fosse um previligiado a quem foi dado o prazer de olhar o horizonte mais longínquo cheio de rocha... verde e infinito.

Caminhar na praia


Depois dum banho, num dia de calor, caminhar ao longo do mar com o sol a pôr-se no horizonte é sentir que aquele pedaço do mundo nos pertence... que podemos usufrui-lo.
Estas pequenas caminhadas, suaves, indolentes, seguindo o ritmo do nosso cansaço... e mergulhando quando a vontade nos solicita, fazem-nos sentir livres. Capazes de agradecer ao Deus Natureza por nod deixar fazer parte dela.

Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Serra Nevada

Esta subida a 3482m de altitude, pico Mulhacen na serra Nevada, era um objectivo há muito pensado, mas ainda não realizado por falta de oportunidade. Havia um receio... por ser inverno e haver neve a partir dos 2000m, tinhamos que começar em Capileira ou seja a cerca de 1500m de altitude, em direção ao refúgio Poqueira situado na vertente sul da serra Nevada a 2500m ou seja antes de começarmos a pensar em subir ao Mulhacen tinhamos que vencer 1000 de desnível. Mas por estranho que pareça, o facto de fazermos esta aproximação num dia deu-nos mais preparação para o dia seguinte subirmos ao pico mais alto da peninsula Ibérica. Quando chegámos ao refúgio Poqueira sentímos o conforto da lareira a crepitar e um ambiente descontraído, onde tudo se paga...menos as pipocas, mas há de tudo. Depois de fazermos o check-in e pedirmos umas bebidas quentes fomos brindados por uma terrina de pipocas, cujo objectivo eventualmente seria consumirmos mais alguma bebida, mas que, este gesto, não deixou de ser simpático. A partir do anoitecer o salão encheu e era uma alegria ver todos aqueles montanheiros a contarem as suas aventuras, ali e noutras paragens, esperando o jantar que tardava. Acordámos ás sete para partirmos ás oito... estava frio mas logo que começámos a subir o calor não só nos confortou, mas obrigou-nos a abrir casacos. Quando estávamos a 3000 metros e vi quase no cume uns pontos em movimento no meio da neve... pensei que eu tambem poderia chegar lá. E assim foi com esse espírito de conquista lá fomos subindo e á medida que nos aproximávamos do cume mais penoso era subir por causa da altitude, mas passo a passo, respirando e parando de quando em quando, chegámos ao cume "3482m" de puro emoção e prazer. Na volta viemos por um caminho mais rápido, mas o desnível foi o mesmo até ao refúgio "1000m". E como não tínhamos refúgio marcado, fizémos mais 1000m até Capileira. Foi na verdade o percurso mais difícil, com maior desnível, em menos tempo e com maior altitude.

Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

Os Alpes

Saímos do refúgio eram umas seis e meia da manhã, ainda estava escuro mas a neve reflectia a luz do sol ainda escondido. Estava um pouco agitado, com vontade de conhecer aquela subida que nunca tinha feito de 2886 metros de altitude, mas confiante e bem disposto por ter esta oportunidade. De inicio a subida, embora ingreme, parecia fácil e comecei logo a motivar-me que se tudo fosse assim iria conseguir. Quando chegámos a cerca de 2300 metros de altitude comecei a sentir cansaço e tinha que parar de quando em quando para acalmar a respiração. Tambem tinha tonturas... e aí pensei que afinal podia não conseguir. Mas o que estava combinado era ir até onde nos sentíssemos bem. E assim fui subindo até entrar num de trilho com pequenas subidas e descidas... e aí estabilizei e comecei a ganhar confiança de novo, apesar dum montanheiro todo equipado estar a regressar do refúgio e á nossa pergunta de como era o resto do caminho nos ter dito que dá a uma hora mais ou menos iriamos encontrar a parte mais dificil. Encontrámos sim uma parte em que tinhamos de fazer uma espécie de trepada em rocha que para nós até era mais interessante do que só caminhar por caminhar. Ultrapassada essa zona ficámos com a convicção que já não voltaríamos para trás sem cumprir o nosso objectivo... La cabanne du grand Mountet. Quando atingi essa altitude e vi os glaciares mesmo ali á minha frente senti uma emoção enorme por estar ali... parecia que voava... embora estivesse cercado só de rocha e neve sentia-me pleno fazendo parte da natureza.

Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

escalar

Ando há algum tempo para publicar aqui, as fotos e os comentários correspondentes, mas o sistema não tem permitido.

Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

Escalar




Há aspectos importantes na escalada que me motivam e não é só por fazer uma actividade radical própria de gente nova!!! é essencialmente por ser um desafio constante á nossa resistência... á nossa capacidade de auto controle...tambem é importante onde se efectua...a paisagem, o silêncio e muita energia que só se encontra na natureza... depois existe o grupo com quem se está a escalar uns com mais capacidades outros com menos mas sempre com vontade que haja sucesso nas subidas. No fim quem quiser ver um grupo animado contando como subiram aquela via...que só tinha presas ruins...que era muito técnica. E tantas outras histórias entre dois copos...