sexta-feira, 10 de julho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Histórias duma vida... Com violência psicológica continuada e persistente
na verdade só damos importância à violência física (numa relação amorosa) normalmente exercida sobre uma mulher...mas a violência psicológica também deveria ser considerada.. e explico o meu ponto de vista e experiência de vida.. porque a violência psicológica continuada deixa marcas profundas que permanecem por anos.. e não se sabe como apagá-las.
quando aparecem estas recordações logo aparecem também outros pensamentos que me tentam convencer a não dar importância a isso..tu és forte.. isso não te deveria afectar.
mas a verdade é que essas recordações voltam e incomodam como se estivessem ali para me recordar o que passei.
saímos de casa para ir escalar com uns amigos a casal pianos... o dia correu bem .. no fim estávamos todos contentes e combinámos ir jantar a casa duma amiga que tinha uma casa com espaço para fazer grelhados...um dia bem passado.. até aí.
depois do jantar fomos ver as nossas fotos projectadas num écran maior..e sentámo-nos à volta.. uns no sofá outros no chão e eu sentei-me num puf... e aí a dona da casa como não tinha lugar veio encostar-se ao puf entre as minhas pernas.. percebi logo que iria haver chatice.. mas o que eu poderia fazer? levantar-me?.. enfim já podemos imaginar o que aconteceu depois..
como estas situações aconteciam e era logo repreendido.. a minha vida tornou-se num stress constante em que qualquer coisa que eu quisesse fazer logo ficava a pensar se isso teria ou não a aprovação da minha companheira de vida..
Uma caminhada difícil fisicamente...
esta subida ao vignemale foi na verdade um teste à minha resistência.. mas também à minha resiliência e coragem para continuar.
depois de 1200 kms de carro (de lisboa a pont de espanhe) de viagem feita de noite..dormimos um pouco dentro do carro. começámos a subir para a refúgio... eu estava cheio de energia e de vontade de chegar.. mas a caminhada era longa cerca de 14kms sempre a subir.. (1400 metros de desnível positivo). cheguei cansado mas feliz por ter chegado.
no dia seguinte de manhã empreendemos a tarefa mais difícil subir ao cume do vignemale.fomos apanhar o glaciar um pouco mais abaixo ... calçámos os crampons e começámos a subir... os crampons mais as botas semirigidas são de um peso acrescido de cerca dum kg em cada pé talvez um pouco mais. e fomos subindo na neve até perto do cume.onde descalcei os crampons e tirei a mochila.. fiz aquela trepada fácil mas perigosa devido às pedras que se soltavam daqueles que seguiam na nossa frente.
a descida foi mais complicada porque comecei a sentir dores nos calcanhares.. devido às bolhas que criei na subida.. as botas relativamente novas.. já tinham sido testadas mas sem crampons. mas cheguei ao refúgio são e salvo...
e depois duma hora de descanso começámos o nosso regresso até ao carro...caminhada muito exigente uma descida de 14kms.. com os calcanhares em ferida.
terça-feira, 23 de junho de 2026
Continuação... Um exemplo da violência psicológica continuada e persistente
tinhamos feito as pazes..dormimos juntos em Lisboa e viemos mostrar a minha casa situada nas arribas mesmo defronte ao rio sado e troia (eu tinha uma certa vaidade por morar ali) a mãe dela, que tinha vindo do norte passar uns dias com ela e também com a outra filha.
aproveitámos para vir mais cedo e almoçar num dos melhores restaurantes de Setúbal (sim daqueles que nem todos conhecem... não fica na baixa, nem junto ao mar.. onde vão os setubalenses).
correu tudo muito bem.. fomos muito bem servidos.. a senhora mãe tinha gostado muito e ela estava feliz por fazer parte daquela harmonia... e eu claro, também sentia aquele orgulho de ser o cicerone desta pequena viagem.
de seguida fomos mostrar a minha casa à senhora mãe, que ficava ali perto. mostrei a sala com aquela vista deslumbrante.. a varanda... enfim estávamos ali conversando enquanto ela foi à casa de banho. e de repente aparece com um livro na mão.. "Carlos, o que é isto?..
era então uma dedicatória da autora dum livro, que eu tinha na mesa de cabeceira, e que era uma história com factos verídicos de escalada onde apareciam nomes reais de veteranos de escalada.
expliquei que tinha comprado um livro para oferecer à minha irmã que tinha feito anos e com dedicatória da autora (eu conhecia-a do Facebook) ... achei que era uma prenda original. e aproveitei, já que estava na presença da autora, para também comprar este livro que tinha a ver com a minha actividade física... a escalada. (claro, também com dedicatória).
e aí... é que foi o busílis.. a dedicatória. tínhamos feito as pazes... estávamos felizes eu nem queria acreditar que aquilo me estava a acontecer .. em frente à senhora mãe.. já com oitenta e cinco anos..nunca tinha acontecido. tinhamos sempre moderação em frente à senhora. e eu sem saber o que dizer.. nem como justificar porque tinha uma dedicatória duma mulher (autora) num livro.
mãe...vamos embora.. eu não aturo mais isto.. mas esperem dizia eu ..vamos sentar aqui no sofá...
não, vamos embora..mas vão como? esperem eu levo-vos no carro.
não, vamos a pé até à estação dos comboios..
e assim seguiram a pé e eu de perto com o carro a querer dar lhes boleia.
e assim se transformou um prazer em algo incompreensível...
e eu hoje penso que era a minha expressão de medo ... de pânico..que lhe acicatava o ânimo tentando descobrir o que haveria por detrás de cada silêncio meu (porque já não tinha o que dizer)... fala.. diz alguma coisa.(costumava dizer)
domingo, 21 de junho de 2026
Continuação.. da minha história de vida
tínhamos nos conhecido numa caminhada com um pequeno grupo em Sintra..e assim continuámosa caminhar e a evoluir para as caminhadas mais exigentes feitas em montanha e naturalmente tambem começámos a fazer escalada juntos.. que era uma disciplina que eu já fazia há algum tempo... e a escalada e as caminhadas em montanha passaram a ser as actividades que mais nos desafiavam.
o passo a seguir foi tirar um curso de alpinismo para saber progredir em segurança em neve e gelo... e assim vivíamos sempre a planear as nossas viagens e com muitos dias felizes..
mas as desconfianças apareciam e transtornavam a nossa relação ... e às vezes com razão.
recordo-me dum caso que me ficou na memória por ser um caso típico de falta de confiança.num sábado de manhã ainda cedo (talvez por volta das oito da manhã) recebo um telefonema da minha ex que trabalhava na empresa onde era proprietário, a fazer me uma pergunta que não era urgente.. e por isso achei estranho e ela também ao ponto de me acusar de dar confiança a mais a "essa tipa" como gostava de dizer.
perante este acontecimento e da discussão que se seguiu ..como se eu tivesse culpa do que tinha acontecido.. e tentou exigir que eu despedisse "essa tipa" visto que ela não respeitava a nossa relação e era ela a causadora da maior parte das nossas discussões.
claro que eu disse que não despedia (até porque não havia razão para isso e porque fazia falta à empresa.. não podemos esquecer que tinhamos acabado de sair da crise de 2011 e tivemos que reduzir o pessoal para metade afim de conseguirmos sobreviver.
Continuação....um pouco da minha história de vida.
Este foi o dia/noite em que comecei a sentir que estes erros podiam ser considerados graves...mas para mim tinha sido algo que me tinha surgido naturalmente. sem qualquer intenção de magoar...e já em casa houve assim uma conversa sobre este lapso língua,,"que não é normal"... "que ainda andas a pensar nela"..mas as coisas acalmaram e lá conseguimos adormecer. mal eu sabia que isso iria ser muito frequente e por motivos ainda mais insignificantes e sem razões fortes que mais pareciam brotar duma imaginação brilhante...
estou a lembrar-me dum caso em que eu tinha passado no campo grande e ficado à espera dentro do carro para irmos juntos para casa. e naturalmente estava a ver mensagens no telemóvel ou fosse o que fosse...quando chegou bateu no vidro do carro. e eu surpreendido abri a porta e ela entrou... sim entrou mas com um dedo acusatório "tu coraste"... "o que estavas a ver?" nada respondi... nada? como nada? deixa me ver o telemóvel..
a partir daí foi uma noite insuportável... de gritos até (não sei o que os vizinhos pensavam quando havia estas discussões frequentes) eu nuitas desesperava e vinha dormir a minha casa a Setúbal...mas não parava aí porque enquanto viajava o telefone continuava a tocar. só tinha descanso quando desligava o telefone.
Vignemal.. Pirineus
O tempo passou.. dois anos e meio.. e quando eu já tinha esquecido, comecei a receber e-mails dizendo que tinha mudado de casa e por isso tinha que ir visitá-la e conhecer a casa.
claro que fiquei contente por haver alguém que me considerava amigo (na minha cabeça pensei que seria algo mais)...
a minha namorada na época lia a minha correspondência no meu computador, porque eu não fechava a minha página... notei que havia um afastamento e não sabia porquê. mais tarde explicou me que queria que eu fosse feliz e por isso nunca me confrontou.
perante estas circunstâncias lá fui eu conhecer a casa... era num terceiro andar sem elevador. de início custou um bocado a subir mas com o tempo habituei-me... e valia a pena o sacrifício (como dizem os alentejanos)
e assim começou uma relação de oito anos... claro com os devidos intervalos provocados por desconfianças e mal entendidos.
logo na primeira viagem a Mértola.. depois de nos instalarmos e jantarmos fomos ver o castelo já noite e pairava um silêncio por todas aquelas ruelas... mas de repente começámos a ouvir uma música melodiosa.. parecia árabe.. só sei que ainda tornava aquela cidade mais mágica.fomos seguindo o som e fomos desembocar num bar tipo pub.. muito acolhedor. e aí (como dizem os brasileiros) começou a nossa conversa sobre o que fomos naqueles quase três anos.. o que tínhamos feito. e eu naquele entusiasmo, sem pensar chamei-lhe o nome da ex...fiquei aflito sem perceber porque tinha feito aquele erro.
sábado, 20 de junho de 2026
Pressão psicológica continuada e persistente
Em 2008 conheci uma mulher de quem gostei muito.. parecia que ela estava à minha espera e eu à espera dela... falámos muito.. caminhámos.. fizemos ioga juntos.. sempre num ambiente de simpatia mútua.
Passado algum tempo e depois duma viagem que fiz ao México, de onde lhe trouxe uma pulseira em prata, notei que as minhas conversas insistentes (demasiado insistentes, reconheço) ela tomou uma decisão e disse-me... Carlos, eu não posso continuar contigo, eu quero constituir uma família ter filhos (ainda estava em idade para tal) e tu és bastante mais velho (21 anos) do que eu.. já tens filhos e não és a pessoa indicada para construir uma família e cuidares dela a tempo inteiro.
E eu embora triste compreendi a situação.. mas continuava a mandar-lhe emails.. e dizia- lhe que gostava de escrever e que ela me inspirava.. e um dia ela desafiou-me..porque não escreves um blog?.. (acho que estava farta de receber os meus emails com pieguices). e assim nasceu este blog.. sim foi graças a ela... por isso a minha primeira homenagem vai para ela.. a minha musa!!
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